Domingo – na igreja
09:00 – Escola Bíblica
19:00 – Culto Solene
Primeiro domingo do mês às 08:00 – Café da Manhã
Quarta-feira – na igreja
20:00 – Culto de Oração
Quinta-Feira – na igreja
19:30 – Reunião de Oração das Mulheres (SAF)
19:30 - Reunião dos Homens (UPH)
Sábado
14:00 – Ensaio do Louvor
19:30 – Reunião dos jovens
Todas as últimas sextas de cada mês
20:00 à meia noite – vigília de oração
Visitação Pastoral
8704.1817
Home | Meditando em João |
| Por Pastor Carlos Puck | |
| 28 de março de 2009 | |
|
O evangelho de João é cercado de riquezas que nos encantam os olhos. É um conteúdo de profunda elevação espiritual, onde o próprio Jesus, diferentemente dos outros evangelhos se apresenta mais claramente e de forma muito clara como sendo Ele a reposta divina para as questões humanas. Cercado de filosofias e tipos da sua época, o evangelista concebe termos que empatam com a riqueza da mente de seu tempo, como o logos encarnada, um verbo, letra, palavra que toma forma. Esta incorporação de uma letra em carne toma seus rumos e cerca-se de termos como Caminho, Verdade e Vida. O Verbo agora recebe tensão substantiva de elementos que definem bem na mente dos homens quem de fato era o Filho de Deus. Não poderia ser mero Verbo, sem força de uma vida. Isto já existia na mente dos homens bem claro. Homens que se intitulavam por deuses, por sobre-humanos, com o poder de mudar realidades. E João vem com o poder de um trovão e a doçura de uma flor tecer nas Palavras do Senhor a ternura de quem Jesus representava: o Deus vivo. Era não mais um porta-voz, como profetas anteriores, mas o resultado daquelas anunciações. Nele apontavam a realização de todos os verbos e versos compostos no passado. Ele é o Verbo. Ninguém mais o anunciaria das maneiras que os profetas e evangelista João (profeta neo) encerrava. As vozes do passado se cumpriram. Observando a força das palavras que o capítulo apresente observamos que a fé estava sendo centralizada agora como foi no livro aos Hebreus. Crer em Deus era entender e crer no Filho. Abre as cortinas do capítulo com esta ênfase. O interessante é que Jesus enfatiza algo que dá movimento: caminho. Ninguém que busca uma direção pode ficar parado. Ele se apresenta não como uma resposta somente, mas como o local onde todos podem trafegar. Mas todo caminho leva a algum lugar. Não existem estradas sem começo e destino claros. E ali estavam as moradas celestiais que Ele mesmo preparou para os seus amados. Era interesse da pessoa de Cristo apontar um local de descanso para estes que haviam de se cansa no meio de sua caminhada. O tão afamado shabat, símbolo do repouso divino e tão sustentado pelos mandamentos de Moisés. O descanso era a direção do caminho a ser trilhado. Não era um lugar de cansaço ou morte ou tristeza. Era o fim de todas as coisas a seu tempo. Era animadora e ao mesmo tempo confusa, pois nenhuma pessoa gosta de despedidas e de falar de morte ou partida. E Jesus tinha esta necessidade, dada a certeza de que seu tempo era curto e se cumpriria em breve. O existencialismo poderia ser a tônica do Senhor. Ele poderia inclusive migrar para idéias do tipo aproveite sua vida, curta-a, pois tudo passa. Vai faz o que der na sua cabeça e saiba que tudo tem um fim mesmo. Aproveite a sua vida. E de fato não fugira de uma tônica similar a de Salomão. Mas não. Jesus queria que o seu seguidor tivesse a mente limpa para entender qual seria a relação das palavras de João com o logos encarnado e as definições de si mesmo, de qual seria de fato a carreira de cada um e onde esta carreira daria. E Ele precisava se apresentar em definitivo. No verso 7, existe um questionamento relacional, de conhecimento entre dois parceiros que no findo não se conhecem, ou que se há conhecimento, é só de uma parte. Prova da insensatez relacional é Felipe de repente com uma questão perdida (na sua mente importante, mas que não valorizava quem de fato estava ali): “mostra-nos o Pai”. Mais grave é com se alguma pessoa dissesse: se nos mostrar o Pai, nem se preocupe. Você se torna dispensável. Vejam que séria esta solicitação de um companheiro íntimo. É como se o que Jesus pensava e tentava apresentar ali fosse lançado por terra e tudo se resumisse na existência de outrem. Temos que deixar clara a idéia de que Jesus realmente queria que o Pai fosse conhecido, mas veja os elementos textuais... Eles nos dão a clara intenção de Felipe: ”Isso nos basta”. É uma expressão muito forte, pois Jesus estava abrindo seu diálogo dizendo: “credes em mim, credes em Deus”. A segurança não era percebida pelos seus amados ouvintes. Impressiona-me isto. Ainda que sejamos todos humanos suscetíveis a este tipo de sensação mental. Um diálogo no mínimo intrigante: “estou há tanto tempo com vocês e você ainda diz isto?” (v.9). Que conhecimento era aquele que Jesus esperava que tivessem dele? Por tantos meios Jesus se expressava. Os profetas ainda o diziam. Apareciam tantos que sem ao menos andarem tão próximos, entendiam de uma vez. Vejam que a mulher samaritana quando o tem por perto sabe do seu judaísmo, de sua conduta profética, de sua linha doutrinária... Mas ao mesmo tempo percebe que era alguém muito especial, que se envolvia, que dava atenção. Quebrar os paradigmas poderia até ser uma forma. Mas era o menor. Jesus queria estar perto, fazer com que a pessoa o sentisse, fazer com que a pessoa, embora desprezada pelo longo viver, agora tinha um espaço e um novo sentido... O que nos leva de fato ao termo “CAMINHO, VERDADE e VIDA”. Num dado momento Jesus explicita a inserção do personagem “príncipe deste mundo”. Esta manifestação seria também uma forma de dizer que o tempo estava cumprido, que seu tempo com os seus estava se esgotando. Numa forma de manter ainda o contato com os seus amados, ele os convida para que saiam rapidamente do local onde se encontravam (v-31). Medo? Desejo de melhor aproveitamento do tempo com os seus. Difícil nos dias atuais. Difícil naqueles tempos. Normalmente perdemos tempo ou o gastamos com teses que não serão sustentadas por longo tempo ou que não terão efeito para prazos quaisquer. Assim, o que Jesus via era que o tempo pouco que lhe restava deveria ser investido com presteza e com algo que fosse duradouro. O que de fato significa para os homens saber que Jesus é o “CAMINHO, a VERDADE e a VIDA”? O Senhor apontava todo o tempo da necessidade de um caminho para as pessoas. Ele estava sempre a caminho. Sempre tinha um rumo. Ele sempre era seguido. Assim, era pertinente que ao invés de delírios humanos por possibilidades Jesus ampliasse a sua relação de ser Ele mesmo a trilha a ser seguida. Não era apenas o Mestre amado. Era o caminho. Este caminho levava para o Deus único e poderoso que tanto ouviram e queriam. Pediam: “mostra-nos o Pai” e ao mesmo instante, Jesus se mostrava como sendo o link perfeito para aquela realidade e direção. Apontar é o mesmo sentido de mostrar. Quando um ser humano pega uma arma para atirar num alvo, ele deve ter em mente o que quer acertar. Não pode errar. Assim, tendo um alvo, pode-se admitir uma direção, um caminho para se trilhar. Andar por um caminho certo é ter certezas e convicções. E a intencionalidade do texto exposto por João, a nos iluminar a mente, faz com que entendamos porque Jesus se intitulava como sendo o CAMINHO. Ir ao pai. Mostra-nos o Pai. É o mesmo peso exegético. Eles queriam tanto e estava bem ali na sua frente. O caminho ao Pai. Era Jesus a representação máxima da presença de Deus entre os homens. O Verbo, lá do começo, que se fez carne, era também o elo entre Deus e os homens. Mas percebemos que Jesus, além de se chamar de CAMINHO, também dá a si mesmo o caráter de VERDADE. Isto nos remete a pensar que toda a inspiração da Palavra migra, converge nele. A Verdade é Ele, Jesus e se Ele é a Verdade, então o Verbo, a Verdade é única, é Ele. O Verbo agora toma o recurso de ser a única voz que ecoaria no coração dos homens e que daria uma cor real ao que estava sem matizes de vida. Jesus, a Verdade. Verdade envolve o conhecimento de algo exato. No caso, envolve o conhecimento prévio de Deus. Mas acima de tudo, está o emparelhamento de duas pessoas da trindade: o Pai e o Filho. Se o Pai é a Verdade, Jesus também o é, PIS quando mostra o Pai, Ele mesmo se apresenta como tipo do Deus que ninguém nunca viu.· Temos que ter em mente que nosso tempo se acaba. · Conhecer tem que ter envolvimento profundo, olhar nos olhos. · Jesus foi o maior modelo de envolvimento com o outro. · Não condenava, mas gerava a vida. · Não atirava a pedra antes, mas ouvia a todos. |